ESSE CONTO É DE VOCÊS!
Olha eu aqui denovo, voltei até muito rápido, hoje vou estar trazendo aqui pra vocês na integra o meu conto, que eu citei anteriormente sobre o concurso jovens talentos escritores, e o titulo está certo! Esse conto é de vocês, ele esta na forma padrão do concurso, mas olha a novidade: o concurso ja foi.
Então eu quero que vocês comentem ai como eu posso pegar esse e explorar de verdade o universo do VIADUTO DOS PORCOS!
As melhores ideias vão ajudar a forma uma historia de autoria nossa, aqui mesmo do blog!
Na grande cidade de São Paulo, na comunidade periférica de Paraisópolis, vivia um menino muito inteligente chamado Miguel Almeida. O garoto tinha um grande talento matemático, sua lógica e objetividade em sala de aula eram impecáveis e por isso o mesmo conseguiu adquirir uma bolsa integral, em uma escola particular próxima do centro da metrópole, apôs passar por um rigoroso processo seletivo. No entanto sua mãe, que sofria de câncer de mama, não tinha condições de pagar uma perua escolar tão pouco a passagem cara do transporte publico da cidade, e para não perder a bolsa Miguel optou por ir a pé da onde vivia ate a escola para ele esse era um preço pequeno a se pagar por uma chance tão única.
O trajeto diário do menino se resumia em descer o morro e seguir para a escola passando por rodovias e ruas, que sempre estavam muito movimentadas nas primeiras horas da manhã. Durante esse percurso ele sempre passava por um local muito incomodo; um viaduto chamado popularmente de "viaduto dos porcos". Este exalava um cheiro terrível sempre estava cheio de entulhos e lixo, ele havia sido inutilizado à muitos anos após a construção de um desvio para o mesmo, apenas a parte superior era utilizada.
Muitos trabalhadores reclamavam do mau-odor porém nenhum fazia nada a respeito. A prefeitura também não demonstrava interesse na limpeza do local. Miguel acreditava que os moradores deveriam se impor contra aquela situação para dar fim a todo aquele lixo, porém o garoto não tinha coragem de fazer nada assim como todos.
Um dia, seguindo seu caminho rotineiro Miguel pensou ter ouvido passos. Era muito cedo, e o menino gostava de chegar com antecedência na escola para desfrutar de sua biblioteca. Como todo paulistano ele sabia que naquela hora da matina ele estava sujeito a assaltos, a julgar pela respiração acelerada que Miguel ouvia ele já sabia que havia algo errado, porém para tirar suas dúvidas ele parou bruscamente e a pessoa atrás de si deu passos vacilantes que revelaram sua intenção acompanhada do som de um canivete saindo do suporte, ao ouvir o menino instantaneamente começou a correr, o mais rápido que seu corpo permitia.
– Vem aqui seu moleque! -Gritou o ladrão.
– Me deixe em paz! Socorro alguém me ajude! – gritou o menino desesperado.
– Para de gritar seu retardado! - Berrou o homem em fúria.
Miguel estava em puro desespero, sabia que por ser uma criança logo seria alcançado pelo homem que o perseguia; suas pernas pequenas o deixava em desvantagem, ele portanto não podia continuar correndo em linha reta; aquele que o perseguia podia não ser somente um ladrão a medida que corria o pânico aumentava. Ele precisava tomar uma atitude antes que fosse tarde demais.
Sem pensar duas vezes o menino avançou para a direita saindo da rua e descendo pelas laterais do viaduto correndo em direção ao mesmo. O suposto ladrão ficou alguns segundos confuso com a ação do menino e esses segundos possibilitaram a Miguel a chance de entrar no viaduto dos porcos. Nesse momento uma viatura da policia percebeu a ação do individuo, e com muita resistência conseguiu captura-lo. Enquanto isso Miguel que estava quase para atravessar o viaduto, acabou por tropeçar em algo e caiu rolando uma ladeira com tudo e batendo em algo muito duro.
Vários minutos se passaram sem que o menino sequer se movesse; então mesmo com o leve temor de que o ladrão entrasse no viaduto Miguel abriu seus olhos: e tudo o que viu foi um barranco cheio de árvores com um morrinho de pedra em sua ponta, o menino levantou-se espantado e teve uma visão mais ampla do local onde estava. Uma densa floresta que estendia-se no horizonte, nela havia um rio que seguia para além dos morros e uma clareira imensa e verde bem a beira do rio, porem o mais incrível eram as criaturas fantásticas que voavam no céu, pareciam capivaras aladas, também haviam formigas gigantes e peixes que alçam voo aos céus.
Miguel pensou estar sonhando, porém ao subir o morro ele encontrou uma caverna que mostrava o final do viaduto, cheio de entulhos e imundices. E ouviu o som dos carros, milhões de perguntas se formavam na mente do menino assustado, porem nenhuma delas tinha força o suficiente para mantê-lo ali. Ao sair do viaduto algumas pessoas, que haviam se aglomerado na frente do viaduto, acompanharam-no até a sua escola, onde o garoto relatou para a policia o ocorrido, omitindo alguns acontecimentos para a sua própria segurança.
Passado alguns dias o menino tomou coragem e voltou ao viaduto, ele esperava que nada ocorresse e que tudo não passasse de um delírio, porém, assim que ele atravessou o viaduto, presenciou a mesma visão deslumbrante e assustadora da imensa floresta. Por fim, ele decidiu explorar o local, as arvores tinham frutos que ele desconhecia e também suas folhas pareciam bem mais vivas que as de São Paulo; que por anos de poluição pareciam feitas de plástico, eventualmente aparecia algum animal estranho para dar uma olhada nele, como por exemplo um macaco que se parecia com um cachorro. O menino estava tão maravilhado com tudo aquilo que mal notou uma indiazinha que o observava em cima de uma arvore.
– Você é uma caraíba não é? – Perguntou a indiazinha fazendo-o cair para trás.
– Quem é você?! – Indagou o menino franzindo a testa.
– Me chamo Jurema, você é menino da cidade? – Por mais estranho que fosse a situação, por algum motivo o garoto sabia que a índia não lhe faria mal.
– Sim, eu sou... – Ele respondeu desajeitado.
– Vem comigo então – disse ela seguindo pela mata a dentro, como muitos diziam, quando o mistério é grande demais não se discute, portanto o menino a seguiu.
Os dois chegaram em uma clareira imensa onde havia uma grande tribo a beira do rio, índios andavam por todos os lados ocupados com os seus afazeres. No centro da clareira havia uma tenda muito grande cheia de desenhos, para onde Jurema seguia sem dizer nada, todos ao redor agiam como se a chegada dele não fosse nenhuma novidade, isso por um lado era um tanto cômico, no meio do caminho Miguel foi surpreendido por uma flecha que quase o acertou, que fora atirada por um indiozinho que estava treinando com seu pequeno arco; isso o fez duvidar se aquele local era seguro. Esse pensamento foi interrompido pelo riso de Jurema que disse:
– Vem comigo! depois brinca com menino Tupi – Miguel obedeceu de imediato afinal ele não queria correr o risco de ser acertado.
No centro da grande tenda havia uma fonte de agua cristalina e envolta dessa havia uma mesa onde havia uma grande quantidade de índios sentados. Junto a eles tinha um índio imponente de quase três metros de altura, que aparentava ser o chefe daquela tribo. O mais curioso era a presença de pessoas sem quaisquer traços indígenas que conversavam com o índio gigante como velhos amigos, aparentavam ser mendigos, isso deixou o menino extremamente nervoso; Jurema por fim tomou a frente e proferiu deixando Miguel a frente de todos:
– Jurema encontrou outro caraíba no morro – disse ela apontando para Miguel e depois se sentando ao lado de todos em um banquete que era trazido por senhoras idosas. O índio gigante deu uma olhada no garoto, sorriu e disse com entusiasmo:
– Bem vindo menino branco, senta aqui! Comida boa – Miguel ficou parado, tudo aquilo era estranho demais e ele precisava de respostas.
– Senhor, que lugar é esse?
– Meu nome é Tupã, aqui vocês caraíbas chamam de Brasil pré-colonial, eu chamo de aldeia da tribo Tupi – respondeu dando um gole em uma tigela de algo que parecia mingau, Miguel ficou espantando de uma forma tão cômica, que sua boca aberta foi preenchida por uma colher cheia de mingau que estava na mão de uma doce índia idosa.
- Menino vem de São Paulo? – Perguntou Tupã
– S-sim... – respondeu após engolir o mingau, que era extremamente delicioso, e se sentar na roda de Tupã
– Como é possível que esse lugar exista? – Indagou o menino.
– Homem branco não entende o poder de Tupã – respondeu Jurema, todos ficaram silenciosos.
– Tentaram acabar com a tribo e a tribo se escondeu, homem branco não gosta de lixo, índio tupi enche de lixo a entrada da tribo pra afastar homem branco mau – Finalizou ela num tom sério.
– Mas você não me parece ser ruim Miguel, por que existe homem branco bom também – Disse Tupã.
Em seguida Miguel recebeu regras explicitas sobre o portal do viaduto e sobre a revelação do segredo Tupi. os mendigos, que eram muito simpáticos, diziam que a fonte na tenda de Tupã "curava a alma" e que não havia problema algum em levar um pouco de água ao mundo real; uma única gota era o suficiente para curar qualquer coisa, eles mesmos muitas vezes tentaram ir para as ruas e dizer as pessoas para tomarem da água, que eles colocavam em uma bacia, para todos curarem suas enfermidades; porém para a sociedade mendigos e andarilhos eram invisíveis, ninguém os queria ver, e quando viam os tratavam da pior forma possível e até derrubavam a bacia no chão os chamando de loucos. Por fim eles desistiram e ficaram na tribo, entre eles havia um professor de literatura e Física que explicou que além do portal o tempo não passava e que por isso havia entre os mendigos homens da década de 1930 e ate de 1850.
Quando Miguel voltou para casa levou consigo uma garrafa cheia da água da fonte de Tupã e garantiu que a sua mãe e outras pessoas do bairro tomassem, com a desculpa de que era para um trabalho da escola sobre hidratação; consequentemente elas foram curadas. Então os meses foram se passando com o garoto passando longos dias na tribo se divertindo, se aproximando cada vez mais de Jurema com quem ele deu seu primeiro beijo. E levando água da fonte para seu "trabalho de hidratação", sempre que ele saia do portal Tupi era como se não tivesse passado nem um minuto direito, pois como não havia tempo real no mundo Tupi, no mundo real alguns dias representavam alguns minutos.
Depois de um ano da descoberta de Miguel em um dia nublado, uma carreta de carga pesada capotou destruindo o velho e desgastado viaduto dando fim ao portal, Miguel ficou extremamente triste por não poder voltar a ver Jurema mas no fim ele sabia que jamais esqueceria o Mundo Tupi, dos ensinamentos de Tupã e dos andarilhos do tempo sobre a natureza e a importância da proteção ambiental, muito menos as lições sobre amor, compreensão e humildade que ele aprendeu com a tribo. Pouco depois ele escreveu sobre o mesmo, junto com cinco litros de agua da fonte para provar sua historia. A história do viaduto dos porcos.
A historia ficou bem fechada, por isso me ajudem a trazer mais aventuras! Eu recebi uma ideia de uma amiga ontem: Explorar as aventuras do Miguel no mundo Tupi
O que vocês acham?
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